quinta-feira, 27 de maio de 2010

Casa reciclada


É cada vez mais fácil transformar um apartamento comum numa habitação ecologicamente correta.

Uma caverna é uma habitação ecológica ideal, perfeitamente integrada à natureza. Mas, a partir do momento em que é habitada, surgem os problemas. O que fazer com o lixo? Como iluminá-la? Não há cultura humana com impacto zero no ambiente. Mas as sociedades mais modernas estão interessadas numa conciliação.

Mesmo quem tem apartamento pode cultivar um jeito mais harmônico de morar. Da tinta da parede à mobília, é possível encontrar cada vez mais produtos que respeitam o ambiente. "Muita gente está descobrindo que é possível fazer adaptações para unir conforto e ecologia", diz o arquiteto Beto Halevy, especialista em reformas ambientais de residências em São Paulo.

Boa parte dessas adaptações são simples trocas. Pode-se substituir quase tudo, dos móveis e do piso à roupa de cama. Além disso, vários desses utensílios são carregados de tecnologia. É possível fazer colchas com tecido extraído de garrafas plásticas e desentupir uma pia com bactérias que comem a sujeira. O pó das serrarias, que normalmente vai para o lixo, vira móveis tão resistentes e bonitos quanto os de madeiras nobres - o material chama-se MDF, sigla em inglês para chapa de fibra de média densidade.

A maioria dessas conquistas tem a vantagem de não agredir o ambiente nem o bolso. "Esses produtos são competitivos em qualidade e preço", diz Márcio Araújo, coordenador do Idhea, Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica, em São Paulo. Veja ao lado o que você já pode fazer para tornar sua casa bem mais inteligente.

Como ser exigente sem radicalismo

Os próprios ambientalistas sabem que é impossível ser totalmente ecológico. "Isso é uma utopia que deve ser perseguida, mas não se pode ser eco-histérico", disse à SUPER a arquiteta Cristina Engel, uma das principais especialistas brasileiras em habitação ecológica. Cristina - que, entre 1986 e 1991, foi seis vezes à Antártida para desenvolver projetos em madeira para a expedição brasileira - defende a popularização da casa ecológica. A cooperativa Inocoop e o governo do Espírito Santo devem começar a construir este ano as primeiras ecocasas populares na Grande Vitória. Elas foram inspiradas num projeto que Cristina desenvolveu com o Laboratório de Produtos Florestais do Ibama de Brasília (veja infográfico).

Para a arquiteta Francisca Angeli, construir uma residência que reduza o impacto ambiental significa, acima de tudo, optar por materiais inteligentes. "É preciso aceitar, porém, que há coisas difíceis de substituir, como o vidro", ressalva Cristina. "Quando não há como substituir, paciência." O que não pode é ser ecochato.

Texto extraido do site - http://super.abril.com.br/superarquivo/2000/conteudo_118289.shtml

Um comentário:

  1. Amei o desenho da casa, gostaria de ver a planta, se for possível é claro!!!
    carinhosamente:
    Rejane Barbosa

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