segunda-feira, 31 de maio de 2010

Empire State virará marco da construção sustentável


Empresas e entidades sem fim lucrativos formaram um grupo para implementar a primeira etapa de reforma do edifício Empire State para reduzir os impactos ambientais do marco arquitetônico de Nova York, orçada em US$20 milhões, a empresa proprietária do edifício, a Empire State Building Company LLC, informou em comunicado à imprensa.

O projeto total de reforma do edifício de 102 andares e 78 anos está estimada em US$500 milhões.

Na primeira etapa, estima-se uma redução de consumo de energia em 38%, poupando US$ 4,4 milhões ao ano.

Entre as mudanças estão a substituição de 6,5 mil janelas, para reduzir o calor acumulado no verão e a perda de temperatura no inverno. Para que possam adotar rotinas mais eficientes, os locatários do prédio receberão sistemas individualizados de controle do consumo de energia.

Entre os parceiros no projeto estão a Fundação Bill Clinton, o Instituto Rocky Mountain, a empresa de consultoria e integradora de tecnologia Johnson Controls e a empresa de consultoria de finanças imobiliária Jones Lang LaSalle

O projeto visa contribuir para as metas da prefeitura da cidade americana de cortar a chamada pegada de carbono da cidade em 30% até 2030.

O projeto foi apresentado em entrevista coletiva pelo ex-presidente Bill Clinton e pelo prefeito de Nova York, Michael Bloomberg.

Bloomberg e Clinton esperam que as mudanças sirvam de exemplo para modificações semelhates em edifícios de todo o mundo.

domingo, 30 de maio de 2010

Siga esse exemplo!!

Reforma de casa: arquitetura sustentável. Arquiteta Alice M



sexta-feira, 28 de maio de 2010

Eventos

Curso - Introdução à arquitetura Sustentável

Florianópolis (SC) recebeu no dia 6 de março o curso "Introdução à arquitetura sustentável", promovido pela Eco Learning Brasil. No conteúdo constam apresentações sobre o que é arquitetura sustentável, como criar e adaptar projetos que contemplem o conforto térmico e acústico, baixo consumo de energia, reciclagem de materiais e uso racional de fontes naturais, interferindo o mínimo possível no ecossistema, além de gerenciar as fontes naturais para gerações futuras. Informações pelo site www.ecolearning.com.br

Palestra sobre arquitetura sustentavél.

“Em busca de uma arquitetura sustentável para o planeta”, com o arquiteto japonês Mitsuru Senda.

O evento aconteceu dia 18/03/2010, no auditório da FAU-USP e também contou com a participação do grande arquiteto e urbanista Ruy Ohtake.

Ele apresentou o estatuto para a arquitetura global, que tem como meta constribuir para o design ambiental do planeta e é composto pelos seguintes itens:

  1. Longevidade: toda arquitetura precisa durar;
  2. Simbiose natural: convivência e minimização dos impactos com a natureza;
  3. Eficiência energética: minimização da energia ao longo da vida útil do edifício;
  4. Conservação de recursos – ciclos: uso de elementos e materiais renováveis e recicláveis;
  5. Sucessão: transmissão às futuras gerações da arquitetura como um patrimônio da cidade.

Vale a pena ficar atento aos eventos. Fique ligado!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Casa reciclada


É cada vez mais fácil transformar um apartamento comum numa habitação ecologicamente correta.

Uma caverna é uma habitação ecológica ideal, perfeitamente integrada à natureza. Mas, a partir do momento em que é habitada, surgem os problemas. O que fazer com o lixo? Como iluminá-la? Não há cultura humana com impacto zero no ambiente. Mas as sociedades mais modernas estão interessadas numa conciliação.

Mesmo quem tem apartamento pode cultivar um jeito mais harmônico de morar. Da tinta da parede à mobília, é possível encontrar cada vez mais produtos que respeitam o ambiente. "Muita gente está descobrindo que é possível fazer adaptações para unir conforto e ecologia", diz o arquiteto Beto Halevy, especialista em reformas ambientais de residências em São Paulo.

Boa parte dessas adaptações são simples trocas. Pode-se substituir quase tudo, dos móveis e do piso à roupa de cama. Além disso, vários desses utensílios são carregados de tecnologia. É possível fazer colchas com tecido extraído de garrafas plásticas e desentupir uma pia com bactérias que comem a sujeira. O pó das serrarias, que normalmente vai para o lixo, vira móveis tão resistentes e bonitos quanto os de madeiras nobres - o material chama-se MDF, sigla em inglês para chapa de fibra de média densidade.

A maioria dessas conquistas tem a vantagem de não agredir o ambiente nem o bolso. "Esses produtos são competitivos em qualidade e preço", diz Márcio Araújo, coordenador do Idhea, Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica, em São Paulo. Veja ao lado o que você já pode fazer para tornar sua casa bem mais inteligente.

Como ser exigente sem radicalismo

Os próprios ambientalistas sabem que é impossível ser totalmente ecológico. "Isso é uma utopia que deve ser perseguida, mas não se pode ser eco-histérico", disse à SUPER a arquiteta Cristina Engel, uma das principais especialistas brasileiras em habitação ecológica. Cristina - que, entre 1986 e 1991, foi seis vezes à Antártida para desenvolver projetos em madeira para a expedição brasileira - defende a popularização da casa ecológica. A cooperativa Inocoop e o governo do Espírito Santo devem começar a construir este ano as primeiras ecocasas populares na Grande Vitória. Elas foram inspiradas num projeto que Cristina desenvolveu com o Laboratório de Produtos Florestais do Ibama de Brasília (veja infográfico).

Para a arquiteta Francisca Angeli, construir uma residência que reduza o impacto ambiental significa, acima de tudo, optar por materiais inteligentes. "É preciso aceitar, porém, que há coisas difíceis de substituir, como o vidro", ressalva Cristina. "Quando não há como substituir, paciência." O que não pode é ser ecochato.

Texto extraido do site - http://super.abril.com.br/superarquivo/2000/conteudo_118289.shtml

terça-feira, 25 de maio de 2010

DICAS DE COMO VIVER MAIS SUSTENTAVELMENTE


ENERGIA: economize energia elétrica. Só use aparelhos elétricos se for realmente indispensável. O chuveiro elétrico consome 40% da energia de uma casa, substitua por aquecimento solar, além de mais ecológico é também mais econômico. Utilize pilhas recarregáveis, já existem até recarregadores solares.

MATA ATLÂNTICA: o palmito juçara (Euterpe edulis), era uma espécie muito abundante na Mata Atlântica. Hoje, em muitos locais esta espécie não existe mais, porque existe uma exploração predatória, onde retira-se o palmito antes mesmo da espécie se reproduzir (o juçara demora em torno de 7 anos para frutificar). Não compre palmito juçara na estrada nem no supermercado, prefira pupunha (Bactris gasipaes) e açaí (Euterpe oleraceae), espécies que não estão ameaçadas. Não compre caso não esteja identificado qual palmito está no vidro.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Cadê o planejamento urbano?



O planejamento urbano é um papel (principal) do urbanista e do governo...

Dois em cada cinco municípios brasileiros não têm plano diretor, uma ferramenta exigida pela Constituição e que é essencial para o planejamento urbano.

Obrigação

Antes da Constituição Federal, promulgada em 1988, não havia obrigação legal de se criar um plano diretor. Mas a legislação ga nhou força com a criação do Esta tuto das Cidades, em 2001. O que acontecia frequentemente é que os prefeitos acabavam fazendo uma gestão por intuição. Por exemplo, dificilmente havia critério técnico para decidir qual rua deveria ser pavimentada primeiro ou em qual local era essencial a construção de um parque.

Apesar de a Constituição exigir que apenas municípios com mais de 20 mil habitantes te nham plano diretor, especialistas são taxativos ao afirmar que todas as prefeituras devem ter este instrumento de planejamento. A legislação federal acabou deixando de fora 70% das cidades brasileiras. No Paraná, caso não houvesse a lei estadual, apenas um terço dos municípios teriam esta obrigação. “Qualquer local deve ter seu plano. É eviden te que uma população menor exige uma estrutura diferente. Mesmo sendo menos complexo, é essencial”, diz o arquiteto e urbanista Carlos Hardt, professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

De acordo com a legislação, o plano deve ser revisto a cada dez anos. O planejamento do município não pode ser engessado e deve contemplar as mudanças que ocorrem, como por exemplo o crescimento populacional. Para Hardt, o instrumento é importante porque vai orientar o futuro imediato das pessoas. “É neste momento que serão definidos os crescimentos físico e econômico, os equipamentos sociais que devem existir e como ficará o sistema viário”.

O plano deve estar de acordo com as possibilidades orçamentárias do município e evita que a gestão seja baseada em favores políticos. Isso evita que, por exemplo, uma indústria seja instalada em área de proteção ambiental. A legislação também prevê que todo o processo seja feito com a participação da população.

Imóveis urbanos

Outra inovação foi a criação da função social da propriedade urbana. A partir de 1988, a legislação deu condições para que as cidades evitassem a subutilização dos imóveis urbanos. Se há excesso de lotes vazios em um local, o custo de manutenção, grosso modo, é mais alto. “Gasta-se com iluminação de áreas não ocupadas, os veículos de limpeza e transportes públicos percorrem maiores quilometragens em função de vazios urbanos, etc. Os custos de uma urbanização dispersa são muito mais altos. Com o plano diretor é possível corrigir estas distorções”, argumenta José Luíz Faraco.

Para o professor Carlos Nigro, da PUCPR, os gestores pensam a cidade de forma alopática, ou seja, só pensam nos problemas depois que eles aconteceram. “Não dá para dizer que uma favela existe porque só há falta de moradia. Precisamos nos dar conta de que a cidade tem um conjunto de relações que levam a um comportamento harmônico ou não. E o plano diretor trata de todas as partes ao mesmo tempo”.

domingo, 23 de maio de 2010


A arquitetura sustentável, é um processo em permanente evolução que enfoca estratégias inovadoras e tecnologias para melhorar a qualidade de vida cotidiana, sua abordagem envolve principalmente: diretrizes projetuais formais e espaciais ; eficiência energética na construção e sua manutenção; aproveitamento de estruturas pré-existentes; especificação de materiais utilizados; e planejamento territorial envolvendo a proteção de contornos naturais.

Características

Esse movimento surgiu no final da década de 2000 e concentra-se na criação de uma harmonia entre a obra final, o seu processo de construção e o meio ambiente. Pretende evitar em cada um dos passos agressões desnecessárias para o ambiente, optimizando processos de construção, reduzindo os resíduos resultantes, e diminuindo os consumos energéticos do edifício. Tem ainda como objectivo que a construção atinja um nível de conforto térmico e de qualidade do ar adequado, reduzindo assim a necessidade de utilização de sistemas de ventilação ou aquecimento.

Água

O projeto de um edifício sustentável deve prever a redução no consumo de água e uma gestão inteligente deste recurso, através de tecnologias de reúso de água, utilização das águas pluviais e equipamentos de redução de consumo tais como torneiras e chuveiros com temporizadores ou sensores.

Energia

Um aspecto já tradicional da arquitetura sustentável é o o aquecimento solar da água.

Materiais Ecológicos

São considerados materiais ecológicos aqueles produzidos com menor impacto no meio-ambiente. Entre os utilizados na construção sustentável pode-se citar: blocos de terra comprimida, tintas sem componentes voláteis tóxicos, materiais reciclados, madeira certificada ou de curto ciclo de renovação, entre outros.

Os materiais regionais são priorizados na construção sustentável, pois reduzem o percurso de transporte e emissão de gás carbônico da queima do combustível e priorizam o desenvolvimento do comércio/indústria regional.


Resíduos

Os resítudos da construção civil têm impacto significativo no volume de resítudos das cidades. Para além do seu grande volume, quando não separados na origem tornam-se de difícil re-utilização, impossibilitando muitas vezes a sua reciclagem. A atenção dada a este pormenor é outra das suas características.